sábado, 10 de outubro de 2009

Sede e copo d'água

Sede e copo d'água
(CarlosAS)

A água vibra no copo.
A sede acha graça!
O pânico se forma na boca
com a tremenda excitação da língua
que imprudente; se põe entre os destes...
- Ai! Reclama o consciente...

- Mas que demora...
Se contrai a garganta,
achando que estão se vingando, com a demora, por
tanto barulho que ela provoca constantemente...

... E num instante de magia, como se
todas as outras coisas fossem subestimáveis,
o verbo é conjugado;
- Bebe-se a água... com a fúria de lábios secos e escarnecidos...

O copo murcho e sem peso
retorna à sua insignificância!
Os dentes vêm à luz e vêem o céu da boca, escorregadio,
se contorcendo em prantos de alívio,
e todo o aparelho feliz
numa batucada de chuva gelada!!!

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