O SEU SONHO...
(CarlosAS - 21/06/2007)
Queria ser esse homem
Que te fizesse faltar o ar,
E que ao simples toque fizesse você reconhecer
Onde moram seus suspiros e arrepios...
Queria ser esse homem
Que, mesmo ausente, te levasse pra cama
E que, com este ato, te causasse insônia...
- Seria, feliz, sendo esse homem. Seria, sim, o próprio homem feliz...
Queria ser esse homem
Que fosse bom pra ti, ainda que em sonhos.
Seria, pois, sonhos bons também pra mim!
Seria bem esse homem, e bem feliz...
Seria tanto feliz quanto pudesse entender do amor
Queria ser o seu homem de depois do amor, o de depois do prazer,
O de depois do café, sem a preocupação do relógio...
O que faria você ouvir sua música preferida,
O que faria em você um filho ou quantos você quisesse ter e, com isso,
Pudesse ser o pai do ano...
O que faria você precisar se recompor... entorpecida,
O que curaria sua ferida e você fosse incapaz de esquecer
Não sendo esse homem
Sou apenas o que te quer além do sonho, apesar de todos,
Sobre todas as coisas e a despeito de tudo...
Não sendo esse homem
Sou quem te ama para sempre e como nunca...
Sou esse homem que,
não sendo tudo pra ti,
Te tem como tudo pra si!
sábado, 10 de outubro de 2009
O Analista
O Analista
(CarlosAS – 03/10/2008)
Atravesso tua fuga, motivo do meu espanto,
com minha voz mais sonsa, meu desejo escondido,
até do analista... e de mim...
Rasgo-me escondido entre os sussurros,
como se pudesse esconder-me vivo.
Então me flagro, em denúncias da minha consciência e
respondo, envergonhado, de mim pra mim;
- Deixa de ser ridículo!
Mas não tem jeito, digo-me atado;
- Não posso mentir o seu nome, negando-me...
- Não posso esconder sua foto do cérebro teimoso,
com meus olhos fechados - seu cúmplice!
Expurgo a sensatez teimosa em meu sorriso
quando, enfim, me vence as lembranças... suas imagens...
delato, assim, toda a vergonha das minhas mais relutantes mentiras
sempre que as vejo estampadas na minha cara-de-pau.
Me entrego, por fim, aos fatos da luz do meu túnel,
lá mesmo, no fim...
Que inútil, pois, se há luz, e as mesmas que me relatam
ao analista...
(...) Sim, o analista... ele sabe de tudo...
(CarlosAS – 03/10/2008)
Atravesso tua fuga, motivo do meu espanto,
com minha voz mais sonsa, meu desejo escondido,
até do analista... e de mim...
Rasgo-me escondido entre os sussurros,
como se pudesse esconder-me vivo.
Então me flagro, em denúncias da minha consciência e
respondo, envergonhado, de mim pra mim;
- Deixa de ser ridículo!
Mas não tem jeito, digo-me atado;
- Não posso mentir o seu nome, negando-me...
- Não posso esconder sua foto do cérebro teimoso,
com meus olhos fechados - seu cúmplice!
Expurgo a sensatez teimosa em meu sorriso
quando, enfim, me vence as lembranças... suas imagens...
delato, assim, toda a vergonha das minhas mais relutantes mentiras
sempre que as vejo estampadas na minha cara-de-pau.
Me entrego, por fim, aos fatos da luz do meu túnel,
lá mesmo, no fim...
Que inútil, pois, se há luz, e as mesmas que me relatam
ao analista...
(...) Sim, o analista... ele sabe de tudo...
Delírios... e o teu grito!
Delírios... e o teu grito!
(CarlosAS)
Provarei seu sabor ao impor meu desejo
Sou só o que almejo, e isso já é tudo pra mim
Sou só o que tenho de ti e isso é muito, e o bastante!
Não obstante, entre tantos, terei o seu gosto.
Habitarei teu núcleo sem temor
E ao preencher-te, leve, serei rei por alguns instantes.
E seus lábios... todos os lábios... todos molhados
Serão selados por mim com fome e sede
Então no apse do cansaço
Os corpos suados, ofegantes respiram, e eu serei mais rei ainda...
A respiração sem muito fôlego vacila, mas eu insisto e
Me revisto e te abrigo em meus mais ávidos sonhos de prazer...
Provarei teu medo
E todos os segredos serão denunciados pelo teu cio
E então me embriago e te trago de volta à vontade de gritar
...Vamos, grita!
Repita comigo meu brado e me traga mais de você.
...Vamos;
te traga pra mim, e eu pasmo, me dou todo em osgasmo...
Me dou pra nós dois e depois ainda te amo baixinho
Provarei sua decência
E em demência terei sua água mais santa
E será tanta se depender de mim
Venha sem nada... venha levada... venha de vez!
(CarlosAS)
Provarei seu sabor ao impor meu desejo
Sou só o que almejo, e isso já é tudo pra mim
Sou só o que tenho de ti e isso é muito, e o bastante!
Não obstante, entre tantos, terei o seu gosto.
Habitarei teu núcleo sem temor
E ao preencher-te, leve, serei rei por alguns instantes.
E seus lábios... todos os lábios... todos molhados
Serão selados por mim com fome e sede
Então no apse do cansaço
Os corpos suados, ofegantes respiram, e eu serei mais rei ainda...
A respiração sem muito fôlego vacila, mas eu insisto e
Me revisto e te abrigo em meus mais ávidos sonhos de prazer...
Provarei teu medo
E todos os segredos serão denunciados pelo teu cio
E então me embriago e te trago de volta à vontade de gritar
...Vamos, grita!
Repita comigo meu brado e me traga mais de você.
...Vamos;
te traga pra mim, e eu pasmo, me dou todo em osgasmo...
Me dou pra nós dois e depois ainda te amo baixinho
Provarei sua decência
E em demência terei sua água mais santa
E será tanta se depender de mim
Venha sem nada... venha levada... venha de vez!
Sede e copo d'água
Sede e copo d'água
(CarlosAS)
A água vibra no copo.
A sede acha graça!
O pânico se forma na boca
com a tremenda excitação da língua
que imprudente; se põe entre os destes...
- Ai! Reclama o consciente...
- Mas que demora...
Se contrai a garganta,
achando que estão se vingando, com a demora, por
tanto barulho que ela provoca constantemente...
... E num instante de magia, como se
todas as outras coisas fossem subestimáveis,
o verbo é conjugado;
- Bebe-se a água... com a fúria de lábios secos e escarnecidos...
O copo murcho e sem peso
retorna à sua insignificância!
Os dentes vêm à luz e vêem o céu da boca, escorregadio,
se contorcendo em prantos de alívio,
e todo o aparelho feliz
numa batucada de chuva gelada!!!
(CarlosAS)
A água vibra no copo.
A sede acha graça!
O pânico se forma na boca
com a tremenda excitação da língua
que imprudente; se põe entre os destes...
- Ai! Reclama o consciente...
- Mas que demora...
Se contrai a garganta,
achando que estão se vingando, com a demora, por
tanto barulho que ela provoca constantemente...
... E num instante de magia, como se
todas as outras coisas fossem subestimáveis,
o verbo é conjugado;
- Bebe-se a água... com a fúria de lábios secos e escarnecidos...
O copo murcho e sem peso
retorna à sua insignificância!
Os dentes vêm à luz e vêem o céu da boca, escorregadio,
se contorcendo em prantos de alívio,
e todo o aparelho feliz
numa batucada de chuva gelada!!!
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